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Ministério da Defesa repudia fala de ministro Barroso sobre Forças Armadas e eleições
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou, sem apresentar provas, que as Forças Armadas estão sendo orientadas a atacar o processo eleitoral.
Barroso participou no domingo de uma mesa sobre democracia e ‘fake news’ no Brazil Summit Europe 2022, evento realizado por uma universidade alemã.
O Ministério da Defesa classificou a fala como irresponsável, repudiando qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia.
Em nota publicada ainda na noite de ontem, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse que "afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro. Além disso, afeta a ética, a harmonia e o respeito entre as instituições".
No ano passado, quando ainda presidia o TSE, Barroso convidou as Forças Armadas a participar de uma comissão dedicada a promover a transparência e a proteger o processo eleitoral da desinformação. Em fevereiro, os militares requisitaram informações sobre dezenas de questões técnicas relacionadas ao processo eleitoral. Tanto as perguntas como as respostas dos questionamentos foram depois publicados no portal do TSE.
"As Forças Armadas, republicanamente, atenderam ao convite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão. As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos", diz a nota do ministro da Defesa.
Participam da comissão do TSE também representantes da sociedade civil, da Polícia Federal (PF), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público Eleitoral (MPE), professores de universidades e especialistas em tecnologia da informação.
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