Opinião | Papagoiaba

“Sopa de morcego” perde força para acidente no laboratório do Instituto de Virologia de Wuhan
Há um ano, hipótese foi considerada extremamente improvável
Dois anos após serem rotulados como “negacionistas” e “terraplanistas” da direita conservadora divulgadora de fakenews, as pessoas que desconfiaram de versões como ingestão de “sopa de morcego” na disseminação do coronavírus entre humanos, ganharam os noticiários do mundo com a iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que um ano depois de ter considerado a possibilidade como "extremamente improvável", recomendou investigação aprofundada sobre a hipótese do novo coronavírus ter tido origem em um acidente de laboratório no Instituto de Virologia de Wuhan, cidade do centro da China, onde os primeiros casos da doença foram diagnosticados, no final de 2019.
No relatório divulgado nesta quinta-feira, 9, cientistas da OMS disseram que faltam ainda "dados-chave" para apurar como a pandemia de covid-19 começou. Segundo o virologista Jean-Claude Manuguerra, a hipótese de um acidente de laboratório no Instituto de Virologia de Wuhan está muito longe de ser "extremamente improvável", como foi classificada inicialmente pela OMS, que aceitou, sem questionar, as explicações do governo chinês.
Em março de 2021, a OMS divulgou relatório sobre as origens da covid-19, depois de uma visita de cientistas internacionais à China. O relatório concluiu que a doença provavelmente passou de morcegos para humanos, e que não havia provas que sugerissem a origem em laboratório.
Na época, informações importantes sobre o início da pandemia foram chanceladas ou descartadas pela grande mídia, no Brasil e no mundo, com motivações políticas. Nos principais noticiários das emissoras de TV, em canais abertos ou fechados, especialistas consultados rotulavam quem desconfiava de um possível acidente de laboratório na China como “negacionista” e “terraplanista” da direita conservadora, que tinha como principal referência mundial o então presidente dos EUA, Donald Trump, que desde o início de 2020 defendeu investigação minuciosa sobre a hipótese de um acidente no laboratório chinês ter espalhado o coronavírus no mundo.
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