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Lula cumpre promessa de campanha e extingue Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares
O Ministério da Educação (MEC) iniciou, esta semana, o processo de extinção do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), considerado, pelos ativistas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), como modelo nocivo à liberdade de expressão.
A decisão, que impacta cerca de 200 escolas nas cinco regiões do país, foi comemorada presidente da Ubes, Jade Beatriz, o modelo “não apoia a formação do pensamento crítico e acaba excluindo uma parcela dos estudantes”.
Para Sandro Mira, diretor do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay Cívico-Militar, localizado em Curitiba, no Paraná, a implantação do programa foi uma grande vitória, um grande presente para a comunidade. O colégio Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay chegou a ser citado como modelo pela gestão do programa no final do ano passado, tido como exemplo ao alcançar a meta estabelecida para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Promessa de campanha de Lula
Acabar com o programa é uma promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta semana, o MEC enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que deverá ser feita uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.
O programa é executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. Por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na gestão educacional. O programa conta com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares. A proposta do modelo cívico-militar é que militares atuem na administração escolar e na disciplina de estudantes, enquanto os professores são responsáveis pela parte pedagógica.
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