Opinião | Papagoiaba

Procuradores que utilizam pressão do senso comum para atacarem e acuarem o Supremo serão investigados
É com certeza a maior crise institucional após a redemocratização
Gilmar Mendes afirmou, que a 'fundação anticorrupção' defendida pelo procurador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, receberia R$ 2,5 bilhões da Petrobrás para financiar eleições futuras. "Sabe-se lá o que podem estar fazendo com esse dinheiro", disse ele, durante a sessão desta quinta-feira, 14, em que o Supremo decidia a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais. "Combate à corrupção tem que se fazer dentro da lei. Veja esse acordo com Petrobras de R$ 2,5 bi apropriados. Seria a fundação mais poderosa do Brasil. É a corrida do ouro", disse Gilmar.
Sobre a estratégia de procuradores como Deltan Dallagnol e Diogo Castor, que se utilizam da pressão do senso comum para atacarem e acuarem o Supremo, principalmente, através das redes sociais, o ministro disparou: "O que se trava aqui é uma disputa de poder. Isso não é método de instituição, é método de gângster. Fantasmas e assombração aparecem para quem neles acredita. São métodos que não honram instituições. Quem encoraja esse tipo de coisa? Quem é capaz de encorajar esse tipo de gente, gentalha, despreparada, não tem condições de integrar um órgão como o Ministério Público”, atacou Gilmar Mendes.
Já o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, determinou a abertura de inquérito para apurar ofensas consideradas criminosas à Corte e seus integrantes. Entre os alvos, estão procuradores da Lava-Jato que postaram vídeos na internet conclamando a população a tomar partido no julgamento de ontem, como Deltan Dallagnol e Diogo Castor, que acusaram o tribunal de preparar um “golpe” contra a operação.
O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, que terá apoio de um delegado da Polícia Federal e um juiz auxiliar para conduzir as investigações. Neste caso a Procuradoria-Geral da República não terá participação.
Já faz um bom tempo que membros da força tarefa da lava Jato se utilizam do senso comum para pressionarem julgamentos do Supremo Tribunal Federal. Este tipo de procedimento, além de nocivo ao Estado Democrático de Direito, serve de combustível para propagação de ódio em ataques aos ministros, principalmente, nas redes sociais, onde crimes de calúnia, injúria e difamação são milhões de vezes replicados por cidadãos e cidadãs, que desconhecem, que a liberdade de expressão defende a responsabilidade em qualquer debate, seja ele político, esportivo ou religioso.
Viver em democracia é respeitar direitos e deveres.
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