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EDITORIAL - Entre o profano e o divino, entre o bem e o mal, entre o palanque e o tribunal
Já faz um bom tempo que os tribunais brasileiros são palcos de batalhas imaginárias.
Ao utilizar as redes sociais para anunciar sua batalha imaginária, Deltan Dallagnol, procurador de Justiça da operação Lava Jato, presta um grande desserviço ao Estado Democrático de Direito, quando confunde cidadãos e cidadãs que, inadvertidamente, passam a acreditar que a interpretação de um texto da Constituição Federal pode se transformada em uma espécie de luta contra a corrupção.
Cabe aos ministros do Supremo Tribunal Federal a interpretação da Constituição Federal e não a defesa da Lava Jato ou de qualquer outra operação contra a corrupção.
Ações como a do procurador de Justiça Deltan Dallagnol, servem somente para fazer do senso comum o seu conduto único de pressão sobre a Justiça, sempre em prejuízo das verdadeiras necessidades do Povo.
E assim o país segue dividido entre o profano e o divino, entre o bem e o mal, entre o palanque e o tribunal.
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