Opinião | Papagoiaba

EDITORIAL – A Força do Papagoiaba
“Thiers, antes de Clémenceau, já tinha declarado: Prefiro ser governado por homens honestos chamados de ladrões, do que por ladrões chamados de homens honestos. Nos países livres – prossegue Weil – os jornais sustentam partidos diferentes, defendem interesses de classes opostas; o que cala por motivos sonantes, o outro revela; a campanha iniciada por uma folha paga encontra na folha rival, respostas vigorosas. Mesmo se a verdade, calada por um jornal de 500 mil exemplares, é revelada por outro que tire 10 mil, chega afinal ao público. De resto, já se observou que a grande imprensa, com enormes tiragens, está longe de ser a única e mesmo a mais influente - Georges Weil, Le Journal - Paris – 1934” - Pela Liberdade de Imprensa de Afonso Arinos de Melo Franco – Editora Olympio – 1957.
Não será a omissão das autoridades incumbidas de garantir Direitos Constitucionais e Humanos e muito menos a conivência e a complacência da grande mídia encantada pelas publicidades governamentais, que amordaçarão o povo do interior do estado do Rio de Janeiro.
Pretensiosamente, o Papagoiaba, veículo de informação e opinião da mídia alternativa, nasceu para levantar a voz contra os interesses dos poderosos, que, inadvertidamente, subestimam, menosprezam e ignoram a capacidade de reação dos municípios do interior do estado contra decisões mal planejadas, sem metas e que não atingem os objetivos agredindo frontalmente e perigosamente a segurança pública dos cidadãos e cidadãs residentes fora da capital Rio de Janeiro, que não é proprietária da visibilidade.
Desde a intervenção federal na segurança pública do estado, decretada com visíveis e sofríveis interesses eleitoreiros, a cidade de Barra do Piraí, nossa base para o mundo, já viveu tentativa de sequestro e ações de quadrilhas fortemente armadas, crimes, que desde 10 de março de 1890, data de sua emancipação, nunca tinham sido registrados em seus limites guardados pela 88ª Delegacia de Polícia Civil, 10º Batalhão de Polícia Militar e Guarda Municipal.
Definitivamente não somos contra a segurança pública em nossa bela capital, muito menos distantes dos problemas enfrentados pelos seus habitantes. Não são raros os casos, onde nós, papagoiabas, nos apresentamos como cariocas que não os somos.
Defendemos ações diferentes do mais do mesmo em anos eleitorais, somos pelos direitos civis e coletivos, levantamos nossas vozes contra a mordaça daqueles que manipulam o senso comum, apoiamos segurança pública com a mesma intensidade de nossa crença na cidadania, que necessita de saúde, educação, lazer, cultura, habitação e liberdade para crescer.
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