Opinião | Papagoiaba

Sobre a prisão de uma senhora de 60 anos por supostos maus-tratos aos animais
Quem não conhece pessoas que passam pela vida alimentando e acolhendo animais de rua?
O amor intenso pelos animais de rua faz essas pessoas não se importarem, sequer, se vai sobrar algum dinheiro para se alimentarem ou até mesmo comprarem os remédios receitados pelos seus próprios médicos.
Em outubro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 1.095/2019, que aumenta a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, crimes que passaram a ser punidos com penas de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e a proibição de guarda. O crime de maus-tratos a animais consta no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/98 e a pena previa de três meses a um ano de reclusão, além de multa.
O bom senso é importante em toda e qualquer tomada de decisão, contribuindo, decisivamente, para a eficiência e eficácia do resultado.
O aplicador da lei, quando usa de bom senso, demonstra possuir capacidade de agir com ponderação, cautela, serenidade e sensatez.
O Portal G1 – Sul fluminense e Costa Verde – publicou, na manhã desta quinta-feira, 27, matéria com fotografias divulgadas pela Polícia Civil, informando, que uma senhora de 60 anos, moradora de Barra Mansa, no Sul fluminense, foi presa e cerca de 30 animais, supostamente, vítimas de maus-tratos, foram resgatados, porém, ainda sem local para serem levados.
VEJA MATÉRIA DO G1
Noves fora a divulgação de fotografias pela Polícia Civil revelando o interior da casa pobre de uma senhora pobre, é possível constatar, nas mesmas fotografias, que os animais estão alimentados e abrigados por alguém que ama animais.
O JBP Papagoiaba desconhece qualquer operação da Polícia Civil nos abrigos de animais custeados por verbas públicas para saber como são tratados os melhores amigos dos humanos. Humanos, palavra que em muitos momentos perde seu verdadeiro sentido.
Como são tratados esses animais nos abrigos custeados por verbas públicas?
Será que eles ficam presos em “jaulas” ou amarrados em correntes?
Será que eles recebem carinho de senhoras pobres e abnegadas?
Como são registrados e conduzidos os processos de eutanásia, ou de sacrifício, como alguns preferem chamar?
Os animais apreendidos serão enviados para abrigos, já que muito dificilmente encontrarão tutores prontos para acolhê-los.
A grande questão é que, pelo menos, aparentemente, a senhora detida foi abandonada pelo poder público, que não cumpre suas obrigações constitucionais sobre o oferecimento de uma vida digna, com habitação, alimentação, saúde, educação e outros direitos esquecidos pelas autoridades. Quem será preso pelo abandono da senhora?
Em Barra do Piraí, o governo municipal licitou um forno crematório pet por R$ 598.079,00. Venceu a única proposta concorrente.
Repetindo: como são registrados e conduzidos os processos de eutanásia, ou de sacrifício, como alguns preferem chamar? E quem fiscaliza?
FOTO/CAPA/reprodução
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