Atualidades | PAPAGOIABA

10 mil mortes de crianças e jovens são investigadas há 21 anos sem qualquer conclusão da Polícia Civil fluminense
Uma pesquisa da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro revela, que cerca de 10 mil inquéritos sobre mortes de crianças e jovens tramitam desde o ano 2000 sem qualquer conclusão em delegacias de Polícia Civil fluminenses.
Foram analisados dados da Secretaria de Polícia Civil e do Instituto de Segurança Pública (ISP), de forma comparativa. Há procedimentos que tramitam desde o ano 2000, mas a média de tempo é de 3.060 dias - cerca de oito anos e três meses.
De 9.542 casos de homicídios de pessoas de 0 a 17 anos cujas investigações estão em aberto, 79,5% são crimes dolosos, onde há intenção de matar, ou seja, onde o agente quis ou assumiu o resultado, os mais representativos são os homicídios consumados ou tentados provocados por projétil de arma de fogo (62,5%), seguidos dos homicídios relacionados à atividade policial (intervenção policial, oposição à intervenção policial e autos de resistência), que representam 10,7% dos crimes dolosos.
Em relação aos crimes culposos em aberto, a maioria está relacionada com meios de transporte: acidentes de trânsito, queda de interior de veículo ou de composição ferroviária e atropelamento, por exemplo.
Crimes por faixa etária
No grupo de 0 a 4 anos, o crime que mais afeta essa faixa etária é o homicídio culposo não especificado, com 389 ocorrências, seguido pelo homicídio doloso não especificado (106 casos).
Já as crianças de 5 a 9 anos são atingidas, principalmente, pelos crimes culposos relacionados ao trânsito.
O grupo de 12 a 17 anos é expressivamente marcado pelos homicídios dolosos em decorrência de projétil de arma de fogo em sua forma consumada (3.056) e tentada (1.308).
A pesquisa aponta ainda que os homicídios relacionados à atividade policial são expressivos no grupo que compreende as idades de 12 a 17 anos. Enquanto 10,4% dos crimes relacionados a essa faixa etária são desse grupo, essa correspondência é menor do que 1% para as demais faixas etárias. Esse grupo representa, ainda, 98,6% das mortes em decorrência de auto de resistência (350 de 356). A capital abrange quase 74% das mortes de crianças e adolescentes classificadas como resultado de auto de resistência (264 de 356).
FOTO/reprodução
-
Categoria
Atualidades -
Cliques
515 cliques
Inscrever-se
Denunciar
Meus comentários