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Novo bate-boca entre Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso interrompe transmissão de julgamento de Moro no STF
Prosseguindo um bate-boca iniciado na sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro de 2017, que se repetiu em março de 2018, os ministros Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso encerraram, aos gritos, a sessão desta quinta-feira, 22, que formou maioria para manter a decisão determinando a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envolvendo o tríplex do Guarujá.
O presidente do STF, Luiz Fux, cortou a transmissão da sessão por causa do bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.
Leia o diálogo, se é que se pode chamar de diálogo, entre os ministros:
Barroso: O conflito não foi entre a Turma e o plenário. Foi entre o relator e a Turma.
Gilmar: Eu também quero aprender essa fórmula processual.
Barroso: A fórmula processual é: se os 2 órgãos têm o mesmo nível hierárquico, um não pode atropelar o outro.
Gilmar: Talvez isso exista…
Barroso: Eu estou comentando juridicamente, não precisa vir com grosseria..
Gilmar: Talvez isso exista no código do Russo. Aqui não. Nunca vi…
Barroso: Existe no código do bom senso, do respeito aos outros. Se um colega acha uma coisa, e o outro acha outra, é um terceiro que tem que decidir.
Gilmar: Acabei de provar que o órgão que tinha competência para isso era a Turma.
Barroso: O relator afetou ao pleno, é para o pleno. Vossa excelência sentou em cima da vista por 2 anos. E se acha no direito de depois ditar regra para os outros.
Gilmar: O moralismo é a pátria da imoralidade.
Barroso: Não tem nada de moralismo, é só respeitar as regras (…) manipulou a jurisdição (…) e acha que pode ditar regras para os outros (…) Está errado…
Em outubro de 2017 o ministro Luiz Roberto Barroso disse que o colega Gilmar Mendes tinha “parceria com a leniência” em relação a crimes do colarinho branco.
Em março de 2018 o ministro Gilmar Mendes disse que não existiam seres iluminados no Supremo Tribunal Federal e que ninguém poderia fazer interpretações sem observar o que está escrito na Constituição Federal.
O ministro Luiz Roberto Barroso respondeu assim: “Você ofende a todos, ofendeu a presidente, o ministro Fux e agora ofende a mim. Você é uma mistura de mal e atraso com pitadas de psicopatia, que envergonha e desmoraliza a Corte”.
Então Gilmar Mendes retrucou: “Você precisa fechar seu escritório de advocacia”.
FOTO/reprodução - ministros Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso.
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