Trocando em Miúdos

TESTE DO SOFÁ - Colunista de O Dia dispara contra assediadores em altos cargos no Grupo Globo
Emissora tem hábito de passar pano ao demitir assediadores quando situação fica insustentável
A colunista Fábia Oliveira, de O Dia, publicou, nesta segunda-feira, 27, artigo sobre o caso Dani Calabresa, que denunciou constantes assédios dentro das dependências do grupo Globo, maior conglomerado de mídia do país, que segundo opinião da colunista “não tem estrutura para proteger suas funcionárias e, ainda pior, quando assediadas e denunciam o ocorrido, seus relatos são colocados em dúvida por superiores.”
O artigo revela que relatos de casos como o de Dani são antigos e envolvem ocupantes de altos cargos, como Marcius Melhem, que era diretor do departamento de humor da Globo. “A emissora, mesmo sabendo deles, prefere acobertar e só lidar quando se torna impossível de jogá-los para debaixo do tapete”, dispara Fábia Oliveira, emendando: “Até hoje é sabido de um diretor de novelas - ainda contratado da casa - que sempre assediou atrizes. O jogo desse diretor sempre foi tão baixo, que chegou ao ponto de em uma novela uma atriz não querer aceitar suas investidas e, como retaliação, ele pedir para a autora da trama matar a personagem dessa atriz, alegando que ela estava dando muito trabalho. Essa autora só soube desse caso anos depois de romper relações com o tal diretor.”
A colunista cita outro caso, onde uma atriz, que já foi protagonista na casa, ameaçou o assediador de levar o caso à direção da emissora e ouviu dele: "Você acha que eles vão acreditar em mim ou em você?".
Segundo Fábia, ambas as atrizes aceitaram propostas da Record TV.
TRECHO BOMBÁSTICO DO ARTIGO DE FÁBIA OLIVEIRA
Não achem que a emissora não sabe dos ocorridos com essas atrizes - vale lembrar que a coluna soube do caso de outras muitas atrizes que relataram sobre as investidas do diretor citado mas, por medo, não quiseram falar abertamente. Ainda.
E não pensem que só homens fazem parte desse círculo vicioso nessa história. Dani Calabresa chegou a pedir ajuda a outras mulheres de cargos maiores para contar sobre o ocorrido, entre elas, Mônica Albuquerque, chefe do desenvolvimento e acompanhamento artístico, que em tese deveria dar apoio a atores com problemas, mas seu departamento pouco fez para ajudar Calabresa. Daniela Ocampo, braço direito de Marcius Melhem, que ao ouvir o relato da atriz, apenas aconselhou que Dani fizesse terapia e viajasse para o exterior, também foi outra mulher que escutou o relato de uma vítima e não teve a menor empatia. Vale lembrar que após a bomba vir a público, Daniela ainda organizou via Whatsapp um abaixo-assinado de apoio a Marcius.
Também é necessário lembrar o caso recente que aconteceu na editora Globo, onde Daniela Falcão - a toda poderosa da revista Vogue e até então diretora de núcleo de revistas - foi acusada por diversos funcionários por constantes assédios morais que aconteceram por anos. E, mais uma vez, os superiores tentaram abafar a história para proteger um funcionário do alto escalão. Daniela só foi demitida - a comunicação do grupo disse que ela estava saindo para realizar projetos pessoais - após a situação se tornar insustentável.
A emissora dos Marinho tem, por hábito, demitir assediadores passando pano e enviando à imprensa comunicados elogiosos sobre os mesmos, contanto que os citados optaram por seguir outros projetos pessoais ou aposentar-se. Assinar um comunicado elogioso onde o envolvido é acusado de assédio não torna a empresa conveniente ao acontecido?
Será que o grupo Globo acha que a imprensa é idiota e não sabe os bastidores do que acontece em suas empresas? A pergunta que não quer calar é a seguinte: Como a Globo irá lidar com outros casos de assédios que ainda acontecem dentro da emissora, se os assediadores estão sendo promovidos a altos cargos?
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