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Estudo aponta municípios fluminenses do Sul, Centro-Sul e Costa Verde com riscos de desastres ambientais
Nas regiões fluminenses do Sul, Centro-Sul e Costa Verde, Barra do Piraí, Piraí, Valença, Barra Mansa, Volta Redonda, Resende, Mendes, Engenheiro Paulo de Frontin, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Três Rios, Paraíba do Sul, Areal, Comendador Levy Gasparian, Rio Claro, Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty estão entre os 1.942 localidades mapeadas pelo governo federal como suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros.
Esta semana a Light Energia, com apoio da Defesa Civil de Barra do Piraí, no Sul Fluminense, está realizando a primeira etapa do processo de cadastramento da população residente na chamada Zona de Autossalvamento (ZAS), que abrange área de cerca 10 quilômetros abaixo das barragens de Santana, no Rio Piraí, e de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul.
As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.
O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.
O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das necessárias obras e investimentos em infraestrutura nos municípios listados no estudo.
Populações pobres
As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.
“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.
O levantamento ainda identificou os desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 óbitos e 8,2 milhões de desalojados ou desabrigados decorrentes de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.
Recomendações
A nota técnica do estudo faz uma série de recomendações ao Poder Público para minimizar os danos dos desastres futuros, como a ampliação do monitoramento e sistemas de alertas para riscos relativos a inundações, a atualização anual desses dados e a divulgação dessas informações para todas as instituições e órgãos que podem lidar com o tema.
“A nota técnica deve subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água.
Confira se seu município está na lista, a partir da página 12 da nota técnica.
https://www.gov.br/mdr/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/protecao-e-defesa-civil-sedec/municpios_prioritarios_2024.pdf
MATÉRIA PAPAGOIABA - CADASTRAMENTO DA LIGHT
16 maio 2024 - Light realiza cadastramento de moradores da Zona De Autossalvamento das barragens de Santana e Santa Cecília
https://www.papagoiaba.com/destaques/light-realiza-cadastramento-de-moradores-da-zona-de-autossalvamento-das-barragens-de-santana-e-santa-cecilia
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