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Prefeitura de Lençóis Paulista revela que criança teve parada cardíaca após vacina
A prefeitura de Lençóis Paulista (SP) divulgou nota oficial no início da noite desta quarta-feira, 19, informando, que suspendeu por sete dias a vacinação infantil em razão de uma criança de dez anos ter sofrido uma parada cardíaca cerca de 12 horas após ser vacinada contra a covid-19 na cidade.
Segundo a família, a criança está estável e consciente. A prefeitura não teve acesso ao prontuário médico da criança, que foi atendida na rede privada. “O Comitê de combate à covid-19 do município deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais”, diz o texto da nota da prefeitura.
Segundo relato do pai, obtido pela prefeitura, aproximadamente 12 horas após ser vacinada com o imunizante da Pfizer, a criança de dez anos apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou. Ela foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, a criança foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu (SP), onde permanece em observação.
A administração municipal de Lençóis Paulista informou ainda que pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da imunização devem ligar na Central Saúde do município para realizar agendamento. A vacinação em adultos continua normalmente.
Em nota, o governo João Dória (PSDB) disse que é precipitado afirmar que a parada cardíaca tem associação com a vacinação, ainda que o caso tenha sido registrado 12 horas após a vacinação da criança.
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo destacou que todas as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguras e eficazes e que o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) está acompanhando o caso de Lençóis Paulista.
Coronavac para crianças e adolescentes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa o uso da Coronavac em crianças e adolescentes de três a 17 anos.
A Anvisa se reuniu com pesquisadores chilenos, técnicos do laboratório chinês Sinovac e representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) para discutir o assunto.
Como o uso da Coronavac ainda é emergencial, a decisão precisa ser votada entre os diretores da agência reguladora, em uma reunião ainda sem data marcada. O processo é diferente quando o imunizante tem registro definitivo, como é o caso da Pfizer: a aprovação da vacina da farmacêutica para crianças de cinco a 11 anos, no dia 16 de dezembro, ocorreu sem necessidade de votação entre o colegiado, apenas com análise da área técnica, anúncio da decisão e publicação no Diário Oficial da União (DOU).
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