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Ex-primeiro-ministro do Japão é morto a tiros em comício político
O ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, de 67 anos, foi morto a tiros nesta sexta-feira, 8, durante um comício na cidade de Nara, próxima a Quioto, no Japão.
Um suspeito do ataque, Tetsuya Yamagami, com cerca de 40 anos, foi preso pela polícia japonesa com uma arma de fabricação caseira.
O comício desta sexta-feira ocorria antes das eleições para o Senado do Japão, que acontece no domingo, 10. Shinzo Abe discursava em apoio a Kei Sato, um membro da câmara alta do Parlamento que concorre à reeleição como representante da cidade de Nara.
Shinzo Abe, de 67 anos, foi primeiro-ministro do Japão entre 2006 e 2007 e, mais tarde, entre 2012 e 2020. Foi o líder japonês com maior longevidade no cargo.
O atual primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Abe, disse que "não encontrar palavras" para reagir após a morte do ex-primeiro-ministro.
Violência política
No Japão, a violência política é rara e as armas de fogo são fortemente reguladas.
Após a Segunda Guerra Mundial os assassinatos de figuras públicas tornaram-se quase inexistentes. O último ocorreu em 1960, quando um nacionalista extremista esfaqueou e matou o então líder do Partido Socialista do Japão, Inejiro Asanuma. Em nível local, o prefeito de Nagasaki, Kazunaga Ito, foi morto a tiro em 2007 por um integrante de uma gangue.
Com regras muito rigorosas sobre a compra e o porte de armas de fogo, para comprar e ter porte de arma o cidadão ou cidadã terá que frequentar aulas de segurança e passar por exames escritos e médicos de saúde física e mental, sendo imprescindível a verificação de antecedentes.
De acordo com o jornal The New York Times, no Japão, em 2020, havia cerca de 192 mil armas de fogo registradas, mesmo número registrado no estado do Alabama, nos EUA.
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